sábado, 2 de janeiro de 2010


Receita de ano novo


- Carlos Drummond de Andrade


Para você ganhar um belíssimo ano novo, cor de arco-íris, ou da cor da sua paz, Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido – mal vivido talvez ou sem sentido.

Para você ganhar um ano, não apenas pintando de novo, remendado às carreiras, mas novo nas sementinhas do vir a ser novo, até no coração das coisas menos percebidas – a começar pelo seu interior.

Novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota, mas com ele se come, se passeia, se ama, se compreende, se trabalha.

Você não precisa beber champanhe ou qualquer outra birita, não precisa expedir nem receber mensagens – planta recebe mensagem? Passa telegrama? Não precisa fazer lista de boas intenções, para arquivá-las na gaveta.

Não precisa chorar de arrependido, pelas besteiras consumadas, nem parvamente acreditar que, por decreto da esperança, a partir de janeiro as coisas mudem e seja tudo claridade, recompensa, justiça entre os homens e as nações, liberdade com cheiro e gosto de pão matinal, direitos respeitados, começando pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo que mereça este nome, você tem de merecê-lo, tem de fazê-lo de novo.

Eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente.

É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009


A magia dos girassóis - Legrand


Nossos olhos são seletivos, nós enxergamos o que queremos ver e deixamos de ver o restante, também chamado de ponto cego.

Escolha focalizar o lado melhor, mais bonito, mais vibrante das coisas, assim como um girassol escolhe sempre estar voltado para o sol.

Muitas pessoas vivem se queixando e facilitam a chegada da depressão e é muito fácil encontrar motivos para lamentos.

"Estou de baixo astral porque está chovendo, porque tenho uma conta para pagar, porque não tenho exatamente o dinheiro ou aparência que eu gostaria de ter, porque ainda não fui valorizado, porque ainda não encontrei o amor da minha vida, porque a pessoa que quero não me quer, porque..."

É fácil, muito fácil, pois é só querermos e termos ali, bem pertinho, motivos de sobra para nos agarrarmos e justificarmos a situação.

É claro que existem momentos em que a gente não está bem.

Faz parte da vida.

Mas, mesmos nesses momentos, devemos buscar, de forma contínua, ter atitudes e iniciativas que possam ir de encontro às coisas boas.

Na natureza, existe uma flor que age dessa forma.

O girassol.

O girassol se volta para o sol onde ele estiver.

Mesmo que o sol esteja escondido pelas nuvens, lá está o girassol dando costas à obscuridade das sombras e buscando, convicto e decidido, estar sempre de frente para o sol.

É esse exemplo que precisamos perseguir, aprendendo a realçar e valorizar tudo de bom que recebemos da vida.

Aprender a engrandecer pequenos gestos, positivos, e transformá-los em grandes acontecimentos.

Quando fazemos algo de bom, mesmo que seja a simplicidade de uma pequena ajuda ou de um elogio, coisas que nada custam, mas que geram felicidade para outra pessoas, são momentos de raro proveito que ficam gravados no coração.

O ser humano precisa de beleza. Não da beleza física, mas das coisas belas como um todo. E principalmente da beleza que reside no âmago dos gestos, das pessoas e que são captadas através dos nossos olhos.

Se tivermos a beleza dentro dos nossos corações, ficará muito mais fácil reconhecê-la nos lugares, nas pessoas e nas coisas.

Ela é para nós, uma referência, da mesma forma que sabemos distinguir o bem pela referência que temos do mal. Para reconhecer a beleza, portanto, é preciso carregar um pouco dela consigo, dentro dos olhos, dentro do coração.

Devemos ser como o girassol, que busca o sol, a vitalidade, a força e a beleza. O cotidiano nos reserva diversos momentos de beleza, e é importante refletir sobre isso.

Precisamos enxergá-los com os olhos do coração, para apreciá-los na plenitude.

Apreciar o amor profundo que alguém, em um determinado momento, dirige a você.

Apreciar o sorriso luminoso de alegria.

Apreciar uma palavra amiga, que vem soar reconfortante, reanimadora.

Apreciar a festa dos animais, a alegria e o riso das crianças.

E quando ameaçarmos ficar de novo mal humorados, tristonhos, desanimados, revoltados, que a força do coração nos faça lembrar dos girassóis. Que nos desvie do caminho equivocado, pois é um verdadeiro equívoco passar os dias sem ver a beleza da vida.

O IMPORTANTE É O FOCO...

O IMPORTANTE É O FOCO...

Um paciente "árabe" vai a um consultório e diz pro psiquiatra:
- Toda vez que estou na cama, acho que tem alguém embaixo.
Aí eu vou embaixo da cama e acho que tem alguém em cima.
Pra baixo, pra cima, pra baixo, pra cima.
Estou ficando maluco!
- Deixe-me tratar de você durante dois anos.
- diz o psiquiatra.
- Venha três vezes por semana, e eu curo este problema.
- E quanto o senhor cobra? - pergunta o paciente. -
R$ 120,00 por sessão - responde o psiquiatra.
- Bem, eu vou pensar
- conclui o sujeito.
Passados seis meses, eles se encontram na rua.
- Por que você não me procurou mais?
- pergunta o psiquiatra.
- A 120 paus a consulta, três vezes por semana, dois anos =R$ 37.440,00, ia ficar caro demais, ai um sujeito num bar me curou por 10 reais.
- Ah é? Como? - pergunta o psiquiatra.
O sujeito responde:
- Por R$ 10,00 ele cortou os pés da cama...

Muitas vezes o problema é sério, mas a solução pode ser muito simples...HÁ GRANDE

DIFERENÇA ENTRE FOCO NO PROBLEMA E FOCO NA SOLUÇÃO...

Foque uma solução ao invés de ficar pensando no problema.

domingo, 29 de novembro de 2009

O EXITO


"O êxito consiste em alcançar o que se deseja; a felicidade, em desejar o que se alcança." Para quem você trabalha?Recentemente fui servido por um garçom mal-educado. Sua linguagem corporal dizia mais ou menos o seguinte: “quem mandou você vir a este restaurante?”. Ele demorou 20 minutos para me trazer um cappuccino e, quando chegou, metade estava no pires. Conversando, eu lhe perguntei sobre seu trabalho e seu patrão. Aí ele disse: "É claro que não quero trabalhar para esse cretino o resto da vida”.Infelizmente o nosso garçom esqueceu um aspecto importantíssimo da vida no local de trabalho: a gente não trabalha para o patrão; trabalha para si mesmo. Nenhum empregador é perfeito, e pode ser que seus colegas sejam preguiçosos. Mas quando você se candidata a um emprego, o seu dever é dar o melhor de si e não prejudicar o cara que assina os cheques no fim do mês.
Quando você só dá 50 por cento do seu esforço, acaba sofrendo muito mais do que o patrão. Este, quando muito, sai perdendo algum dinheiro. Você perde o entusiasmo e a auto-estima, além de um bom pedaço da vida. Algumas pessoas acreditam que há coisas “boas” e coisas “ruins” para fazer na vida. Não é assim. Uma pessoa interessante pode tornar interessante um trabalho tedioso... Gostar do trabalho é uma escolha. Há pessoas que são capazes de transformar as piores atividades num prazer! Elas simplesmente partem do princípio de que o trabalho deve ser interessante, e pronto!Em poucas palavras: você dá o melhor de si não porque precisa impressionar as pessoas. Dá o melhor porque é a única maneira de gostar do trabalho.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009


O Imperador Chinês -


Assis Almeida Conta-se que certo imperador chinês, quando foi avisado a respeito de uma insurreição que estava se desenvolvendo em um das províncias do seu império, disse aos ministros do seu governo e aos chefe militares que o cercavam: - Vamos. Sigam-me. Destruirei os meus inimigos imediatamente. Quando o imperador e suas tropas chegaram ao lugar onde se encontravam os rebeldes, ele os tratou com tanta brandura e amabilidade que, em gratidão, todos se submeteram a ele voluntariamente. Aqueles que compunham a comitiva do imperador pensaram que ele ordenaria a imediata execução de todos os que haviam se rebelado contra o seu domínio, mas ficaram grandemente surpreendidos ao vê-lo tratando-os com tanto carinho e afeto. Intrigado com a humilhante atitude do soberano e julgando-o um quase covarde, o primeiro-ministro, um tanto agastado, perguntou: - É desta forma que Vossa Excelência cumpre sempre a sua ameaça? Não nos disse no início da caminhada que viríamos aqui para vê-lo destruir os seus inimigos? E prosseguiu: - Ora, a única atitude que tomou foi a de anistiá-los com um gesto humanitário... Estamos todos verdadeiramente estarrecidos com o perdão indiscriminado e, sobretudo, com o carinho extremado que premiou a cada um dos revoltosos. Depois de ouvir atenciosamente a censura do seu ministro e ainda outras tantas críticas feitas pelos demais auxiliares, o imperador, tomado de um sereno ar de generosidade, disse-lhes: - Sim, lembro-me que prometi solene e decididamente destruir todos os meus inimigos. E agora eu lhes pergunto: estão vendo algum inimigo meu? Certamente que não, pois a todos tenho feito amigos. Essa é um verdade sem contestação. Podemos destruir os inimigos pela força, pela violência, pela soberania. Entretanto, feito isto, não há dúvidas, muitos outros inimigos nascerão em face da atitude prepotente. Todavia, quando se procura ganhar um inimigo com gestos de amor, de compreensão e bondade, fatalmente surgirão muitos outros amigos que, atraídos pela experiência vivida pelo semelhante, também se deixam transformar, seguindo o exemplo de amor e perdão em relação aos inimigos.
Abandonar...

A gente vive a vida toda, cheios de nossos próprios conceitos.
Isso quando não, de preconceitos. Conceito de amor, conceito de amizade, conceito de aceitação. Propagamos aos quatro ventos esses nossos conceitos.
Mas não os vivemos de fato.
Acreditamos que amar é dedicar-se ao outro a tal ponto de nos esquecermos de nós mesmos. Acreditamos que amizade é a eterna espera de que, o outro tenha por nós, os mesmos sentimentos.
E nessa espera, às vezes, nos despojamos de nós mesmos, acreditando que amigo é aquele que ouve e cala.
Nunca fala. Não nos “incomoda”.
E no nosso conceito de aceitação vem à soma de todos os outros.

Aceitar ao outro é amar.
Aceitar ao outro é ser amigo.
Será? Será essa aceitação incondicional realmente, prova de amor?
Quantas vezes nos calamos em nome do amor, quando deveríamos gritar os nossos sentimentos, a nossa insatisfação?
Quantas vezes em nome da amizade deixamo-nos pisar sem piedade, apenas para que o amigo se sinta bem?
Diria que muitas vezes é necessário, antes de aceitar, rever nossos conceitos...
Da mesma forma que o conceito funciona para mim, deveria ser para o outro.

Se amar é aceitar, te aceito como é.
Mas então, você não me aceita...
O amigo cala, ouve
. O amigo não dá palpite, o amigo não se mete na sua vida.
O amigo deve ser aquele que te dá o ombro para chorar, que chora com você.
Amigo jamais, veja bem, jamais, te dá conselhos.
Então não é preciso amigo.
Uma coluna almofadada para encostar, surte o mesmo efeito.
Com a vantagem que ela nunca vai retribuir teus sentimentos ou te molhar com suas lágrimas.
Mas a coisa não funciona assim.

Precisamos de retribuição.
Precisamos saber que somos importantes para o outro, como ele é para nós.
Senão, é o momento do abandono.
E abandonar é deixar.
E deixar, entre todos os conceitos é o mais dolorido.
Implica na maior de todas as aceitações: a de que não somos amados ou que somos incapazes de amar.
Às vezes o abandono é a maior prova de amor que podemos dar.
Tanto para o ser amado, quanto para nós mesmos.
Quantas vezes nosso amor “incomoda” o outro, pela simples razão de que ele não pode retribuir.
Às vezes, o abandono se faz necessário... Muito mais que o amor.
A capacidade de ouvir não se limita exclusivamente à possibilidade de captar sons.

Temos sido surdos em um mundo repleto de sons e de melodias que poderiam transformar nossas vidas em sinfonias de amor e de realização.
Temos sido criaturas incapazes de perceber palavras e histórias maravilhosas que ilustram a existência dos seres que nos cercam e que muito poderiam nos ensinar.
Temos sido deficientes auditivos quando se trata de escutar verdadeiramente aquilo que precisamos ouvir.
É necessário e urgente que desenvolvamos a real capacidade de ouvir....

sábado, 7 de novembro de 2009

EARTH SONG Michael Jachson (legendado em portugues)

“Se fores paciente em um momento de raiva, escaparás de cem dias de tristeza”.

Provérbio







“Perdoe seus inimigos, mas não esqueça seus nomes.”
J. Kennedy